Cooperativa apresenta APS em encontro com a ANS

28 de fevereiro de 2018
WhatsApp-Image-2018-02-24-at-09.53.40-1.jpeg

Clientes Unimed Metropolitana do Agreste contam com a mais ampla rede de atendimento médico do interior de Alagoas e de todos os benefícios do sistema em Alagoas e no Brasil, nos casos de planos de abrangência estadual e nacional. Além dessas garantias da melhor prestadora de serviços de saúde do país, os direitos dos beneficiários são assegurados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e todas as resoluções de nossa operadora passa por constantes avaliações e aprovação do órgão nacional. E dentro de seu contexto de inovação, a cooperativa apresentou à agência o programa de Atenção Primária à Saúde (APS), implantado desde o ano passado e que se mostra como melhor caminho à humanização e melhori a do atendimento aos usuários do sistema.

O encontro das operadoras Unimed com a ANS ocorreu no último dia 21, em São Paulo. Na ocasião, a médica alergologista e superintendente da Metropolitana do Agreste, Lúcia França e a diretora comercial e de marketing da cooperativa, Josânjela Lemos, apresentaram o programa APS desenvolvido, indicado pela própria agência como fundamental à aplicação pelas prestadoras de serviços de saúde pelo país.

“A ANS mostrou que a Atenção Primária à Saúde é o modelo a ser seguido. A ideia é essa”, pontuou Josânjela Lemos. No evento, a superintendente Lúcia França destacou que a Metropolitana do Agreste foi a primeira cooperativa do Nordeste a implantar o novo modelo, que contou inclusive com orientações e palestras de especialistas do Brasil e do exterior, a exemplo do médico de família e comunidade (MFC), Luís Guilherme de Mendonça e do também médico Marcos Almeida Quintão, além do americano Robert Jannet e ainda com cursos de aperfeiçoamento de médicos cooperados, que abordaram temas diversos temas como “Gestão clínica no contexto da relação médico e paciente”, “Raciocínio clín ico em APS”, “Atendimento a demanda espontânea”, entre outros.

“Essa mudança, a qual mudança se propõe, constitui uma forma diferente de cuidar”, ressaltou Lúcia França.

O que é a APS?

A primeira definição que surge como marco histórico sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) foi proposta na Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada em Alma-Ata. De acordo com a declaração, a APS corresponde aos cuidados essenciais à saúde, baseados em tecnologias acessíveis, que levam os serviços de saúde o mais próximo possível dos lugares de vida e trabalho das pessoas constituindo, assim, o primeiro n&iacu te;vel de contato com o sistema nacional de saúde e o primeiro elemento de um processo contínuo de atenção (Alma-Ata, 1978).

A partir da definição de Starfield, podemos conceituar quatro atributos essenciais da APS:

Acesso de primeiro contato do indivíduo com o sistema de saúde: acessibilidade e utilização do serviço de saúde como fonte de cuidado a cada novo prob lema ou novo episódio de um mesmo problema de saúde, com exceção das verdadeiras emergências e urgências médicas, que podem receber seu primeiro atendimento nos serviços de APS.

Longitudinalidade: existência de uma fonte continuada de atenção, assim como sua utilização ao longo do tempo. A relação entre a população e sua fonte de atenção deve se refletir em uma relação interpessoal intensa que expresse a confiança mútua entre os usuários e os profissionais de saúde.

Integralidade: abrangência dos serviços disponíveis e prestados pelo serviço de atenção primária.

Coordenação da atenção: pressupõe alguma forma de continuidade, por parte do atendimento pelo mesmo profissional, por meio de prontuários médicos ou ambos, além do reconhecimento de problemas abordados em outros serviços e a integração desse cuidado no cuidado global do paciente. O provedor de atenção primária deve ser capaz de integrar todo o cuidado que o paciente recebe através da coordenação do fluxo dos pacientes entre os diversos serviços de saúde.